O terapeuta ocupacional no atendimento domiciliar é uma peça-chave no cuidado ao idoso, tendo como objetivo auxiliar os idosos a recuperarem e manterem sua independência e autonomia nas atividades cotidianas. Além disso, ele contribui para a melhora da qualidade de vida dos idosos, prevenindo complicações e garantindo segurança em suas atividades diárias.
As atividades do terapeuta ocupacional incluem a avaliação dos hábitos e rotinas dos idosos, identificação de problemas de mobilidade e coordenação motora, e planejamento de atividades terapêuticas para melhorar suas habilidades. O terapeuta ocupacional no atendimento domiciliar também pode adaptar o mesmo para torná-lo mais seguro e acessível, e orientar familiares e cuidadores sobre como ajudar na recuperação do idoso.
O terapeuta ocupacional no atendimento domiciliar trabalha em conjunto com uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, enfermeiros, assistentes de enfermagem e outros profissionais de saúde, para garantir que os cuidados prestados ao idoso sejam eficazes e seguros. Com sua expertise, ele é capaz de oferecer soluções personalizadas para os desafios enfrentados pelos idosos, visando sempre o seu bem-estar e qualidade de vida.
Nesse sentido, a outra frente de atuação das terapeutas ocupacionais, junto aos idosos assistidos pelo programa, enquadra-se na concepção de intervenção comunitária. As ações das profissionais correspondem às prerrogativas do programa, nas quais são consideradas as necessidades pré-determinadas dos idosos, como a dependência e o índice socioeconômico, e são construídas intervenções com base em suas características individuais. Fonte (https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoAO23243063)
Experiências mostram que grande parte das queixas dos usuários são resolvidas ou minimizadas a partir da oferta profissional de escuta qualificada, acolhimento, demonstração de respeito e da compreensão de suas demandas. Nesta lógica, cabe ressaltar que ações de acolhimento, suporte, orientação e preparo para o pós-alta se constituem como parte das práticas do terapeuta ocupacional no hospital, o qual, visando melhorias na qualidade de vida e no processo de recuperação, atenta-se a aspectos como da capacidade funcional, autoestima, humor e motivação do usuário para o tratamento. Fonte : (https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAR1867)
Trazendo Movimento à Terceira Idade: Os Benefícios da Dança Sênior na Promoção da Qualidade de Vida
A Dança Sênior® foi criada na Alemanha em 1974 por Ilse Tutt, e em 1977 foi fundada a Federação Nacional de Dança Sênior na Alemanha. No ano seguinte, em 1978, a técnica foi trazida para o Brasil por Christel Weber, e em 1982 começou a ser aplicada no Ancianato Bethesda, dando origem à Associação de Dança Sênior em 1993, com sede em Pirabeiraba, Santa Catarina (Cassiano, 2018). A Dança Sênior® é uma atividade lúdica composta por diferentes coreografias, com movimentos rítmicos e simples acompanhados de canções folclóricas. Ela pode ser considerada uma estratégia para prevenir a inatividade, promover a socialização e melhorar a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. Geralmente é realizada em grupo, permitindo que os idosos revivam cantigas e cirandas da infância (Franco et al., 2016; Cassiano, 2018).
A prática da dança pode trazer diversos benefícios, como melhora no controle motor e muscular, resistência cardiovascular, frequência respiratória, amplitude de movimentos e estímulo de funções cognitivas, como atenção concentrada, flexibilidade cognitiva e memória operacional (necessárias para aprender novos passos e realizar movimentos coordenados e repetidos), entre outros (Souza & Metzner, 2013; Witter et al., 2013). No caso da Dança Sênior®, embora não exija esforços intensos, ela requer equilíbrio, amplitude de movimento, coordenação motora e capacidade cognitiva (Franco et al., 2016; Cassiano, 2018). Além disso, de acordo com Cassiano (2018, p. 168-169), a Dança Sênior® pode ser adaptada para permitir a participação de idosos com diferentes níveis funcionais, incluindo cadeirantes e pessoas com limitações de marcha e equilíbrio.
Por meio dos grupos de dança, os idosos podem desenvolver novas habilidades e projetos de vida, além de terem a oportunidade de refletir sobre o processo de envelhecimento, tornando-se um espaço de troca de experiências, conhecimento e reconhecimento (Cardoso et al., 2002; Belo & Gaio, 2007; Cassiano et al., 2009; Souza & Metzner, 2013). Além disso, a participação em atividades que envolvem a dança em grupo pode promover a qualidade de vida ao permitir a socialização, criação de vínculos e ampliação do círculo social dos idosos. Segundo Soeiro (2015), a prática da dança tem uma influência positiva no convívio e na intimidade dos participantes. Para Toldrá et al. (2014), os grupos são uma oportunidade de estimular uma vida social mais saudável e também um veículo para a educação em saúde, já que proporcionam um espaço para o cuidado e o compartilhamento de necessidades de mudanças, o que contribui para a compreensão das várias formas de lidar com o processo de envelhecimento.
Fonte (DOI: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1792)
Muitas intervenções, inclusive as terapêuticas ocupacionais, são voltadas aos cuidadores familiares com foco na orientação em relação às atividades do cotidiano, o manejo de alterações comportamentais e na sobrecarga do cuidar. Os grupos de apoio e programas educacionais são tão essenciais para cuidadores quanto os medicamentos são para as pessoas com demência. Ainda assim, um estudo de revisão com o objetivo de conhecer intervenções propostas aos que cuidam demonstra que são escassas as ações que trabalham os aspectos pessoais dos próprios cuidadores.
Fonte: (https://doi.org/10.1590/1981-22562020023.200189)
Em resumo, o terapeuta ocupacional é um profissional essencial no cuidado ao idoso em ambiente domiciliar, contribuindo para a recuperação e manutenção da independência dos idosos, prevenção de complicações e garantia de segurança em suas atividades diárias. Se você procura um cuidado de qualidade e personalizado para um idoso, contratar um terapeuta ocupacional pode ser a escolha certa.
Referência:
Autor(es): Aline Miotto Nadolny, Mayara Trilo, Jéssica da Rosa Fernandes, Cecília Sommer Passos Pinheiro, Solena Ziemer Kusma, Taiuani Marquine Raymundo.Título do Artigo: A Dança Sênior® como recurso do terapeuta ocupacional com idosos: contribuições na qualidade de vida. Título da Revista: Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional. Volume: 28. Número: 2. Páginas: página inicial – página final. Data: Apr-June 2020. DOI: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1792.<|endoftext|>


